Imunologia

O teste permite a identificação de anticorpos anti eritrocitários no soro do paciente, e tem a importância na avaliação de gestantes com sorotipo Rh (-), nas fases pré e pós transfusionais, especialmente em pacientes que já passaram por transfusões, onde pode ter ocorrido sensibilização para Rh e outros sistemas. O teste identifica diferentes anticorpos, de acordo com a fase do teste que apresentou positividade. A ocorrência de aglutinação durante qualquer etapa do teste indica a possibilidade da presença de anticorpos irregulares.

Tempo de jejum: Jejum não obrigatório.

O vírus da dengue é transmitido através dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, sendo largamente distribuídos em todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo. A dengue é considerada a mais importante doença transmitida por artrópodes devido ao seu alto índice de morbidade e mortalidade. A infecção primária está associada com febre, dores de cabeça, dores musculares e manchas pelo corpo. De acordo com as orientações da Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO), 80% dos casos de febre da Dengue desenvolvem anticorpos IgM até o quinto dia da doença, e em 93?99% dos casos a IgM é detectável até o sexto dia de manifestação dos sintomas, podendo permanecer detectável por mais de 90 dias. Os anticorpos IgG são detectáveis a partir do final da primeira semana da doença e persistem por vários meses ou mesmo por toda a vida.

Tempo de jejum: Aconselhável jejum de 4hs.

A detecção do antígeno NS1 é recomendada para o diagnóstico precoce de dengue, esta é uma proteína presente durante a fase inicial da infecção, em altas concentrações no soro. A amostra deve ser coletada de 1 a 7 dias após o aparecimento dos sintomas. Um resultado negativo não exclui a infecção caso a amostra tenha sido coletada após essa data. Neste caso, recomenda-se a determinação de anticorpos IgM e IgG para diagnóstico.

Tempo de jejum: Jejum não obrigatório

A sífilis é uma doença infecciosa humana produzida por uma espiroqueta, o Treponema pallidum. Clinicamente, após um período de incubação que varia de 10 a 90 dias, pois é inversamente relacionado com a quantidade do inoculado, ocorre, em 85% dos pacientes, o surgimento de um cancro, que é uma lesão solitária e indolor, caracterizando a sífilis primária. Aproximadamente 4 a 10 semanas após o aparecimento do cancro, surgem frequentemente sintomas como perda de peso, cefaléia, anorexia, mialgia, artralgia, mal-estar, febre baixa, linfadenopatia generalizada e exantema (presente em 75 a 100% dos casos), o que caracteriza a sífilis secundária. Podem ocorrer também neste estágio manifestações de comprometimento do sistema nervoso central. Após as manifestações primárias ou secundárias, ocorre o período conhecido como sífilis latente, caracterizado por testes sorológicos positivos e ausência de achados clínicos. O VDRL é um teste de floculação, não-treponêmico, para diagnóstico da sífilis, através da pesquisa de anticorpos (reaginas) no soro.

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O agente causador da hepatite B é o vírus da Hepatite B (HBV). A transmissão do HBV se faz fundamentalmente através das vias parenteral e sexual. Durante a infecção, o HBV produz o antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg), também conhecido como antígeno Austrália. A presença de HBsAg indica que o indivíduo pode transmitir o vírus e sua persistência é um marcador de cronicidade. O HBsAg pode ser detectado entre a primeira e a décima semana após a exposição ao vírus. O HBsAg persiste durante a fase aguda e desaparece tardiamente no período de convalescência. A persistência do HBsAg após 6 meses indica que o paciente é crônico.

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O vírus da hepatite C (HCV) é um membro da família dos Flaviviridae e tem genoma com cadeia simples de RNA. É uma das principais causas de doença hepática, sendo de difícil diagnóstico clínico, pois na grande maioria os pacientes são assintomáticos. A infecção por HCV pode dar origem a hepatites agudas e crônicas. Aproximadamente 70 a 85% das infecções progridem para doença crônica, que pode dar origem a cirrose e a carcinoma hepatocelular. Os principais fatores de risco referentes a esta doença abrangem a transfusão de hemoderivados por doadores infectados, uso de drogas injetáveis, transplante de órgãos, hemodiálise, transmissão vertical, relação sexual e exposição ocupacional.

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A hepatite E tem uma ocorrência rara no Brasil e é mais comum na Ásia e África. Considerada uma doença infecciosa viral, transmitida por contágio fecal-oral, contato entre indivíduos ou por água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente é assintomática, porém quando aparecem, cerca de 15 a 60 dias após a infecção, os mais freqüentes são tontura, enjoo, cansaço, dor abdominal, febre, icterícia em peles e olhos, urina escura e fezes claras. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

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O vírus da Hepatite A (HAV) é um vírus RNA da família Piconarviridae, sendo o homem como único hospedeiro. O período de incubação varia de 15 a 45 dias. A principal via de contágio do HAV é a fecal-oral, por contato inter-humano ou por meio de água e alimentos contaminados. A transmissão parenteral é rara, mas pode ocorrer se o doador estiver na fase de viremia do período de incubação. Na maioria dos casos, a hepatite A é assintomática e de caráter benigno. Normalmente, os pacientes mais velhos apresentam doença sintomática e de resolução mais lenta, podendo apresentar na fase aguda queixas de fadiga, dor ou desconforto abdominal, hiporexia, náuseas, vômitos, podendo ser observadas icterícia e/ou elevação das transaminases.

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O vírus da hepatite D ou delta é um dos menores vírus RNA animais. Tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope proteico e de infectar uma pessoa. Para isso, ele precisa utilizar a proteína do vírus B. Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junto com a hepatite B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, o qual fica latente. Na fase aguda da infecção, ocorre esteatose microvesicular e necrose granulomatosa eosinofílica por ação citotóxica direta do vírus. Na fase aguda, a atividade necroinflamatória costuma ser severa. Em pacientes já portadores do vírus B que apresentam infecção aguda pelo vírus D, pode ser severa com hepatite fulminante. Ao contrário da Hepatite B, não apresenta manifestações extra-hepáticas.

Tempo de jejum: Aconselhável jejum de 4hs.

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção. Ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Procedimento de coleta:

O paciente deverá comparecer ao laboratório com documento contendo foto e assinatura.

Jejum não obrigatório

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